Os 10 Maiores produtores de etanol do mundo: ranking atualizado e os países que lideram o mercado
O etanol se tornou um dos principais biocombustíveis utilizados no mundo, especialmente no transporte. Produzido principalmente a partir de milho, cana-de-açúcar, trigo e outros produtos agrícolas, o combustível ganhou importância por ajudar a diversificar a matriz energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Mas quais são os maiores produtores de etanol do mundo? E qual é a posição do Brasil nesse mercado?
De acordo com os dados mais recentes da Renewable Fuels Association (RFA), a produção mundial de etanol combustível chegou a aproximadamente 32 bilhões de galões em 2025. Os Estados Unidos continuam na liderança, enquanto o Brasil aparece em segundo lugar. Juntos, os dois países respondem por cerca de 79% da produção mundial.
Ranking dos maiores produtores de etanol do mundo
Considerando os dados de produção de etanol combustível de 2025, o ranking dos principais produtores é:
| Posição | País ou região | Produção em 2025 |
|---|---|---|
| 1º | Estados Unidos | 16,494 bilhões de galões |
| 2º | Brasil | 8,650 bilhões de galões |
| 3º | Índia | 2,600 bilhões de galões |
| 4º | União Europeia | 1,500 bilhão de galões |
| 5º | China | 1,030 bilhão de galões |
| 6º | Canadá | 472 milhões de galões |
| 7º | Tailândia | 390 milhões de galões |
| 8º | Argentina | 330 milhões de galões |
| — | Outros países | 534 milhões de galões |
Os números são da RFA, que reúne dados públicos e privados para acompanhar a produção mundial de etanol. A entidade estima que os Estados Unidos responderam por 52% da produção global em 2025, enquanto o Brasil representou 27%.
É importante observar que a estatística da RFA apresenta a União Europeia como bloco, e não como um único país. Por isso, não é tecnicamente correto transformar esse dado em uma posição individual de um país europeu.
1. Estados Unidos: o maior produtor de etanol do mundo
Os Estados Unidos são atualmente o maior produtor mundial de etanol. Em 2025, o país fabricou aproximadamente 16,494 bilhões de galões, o equivalente a 52% da produção global.
A produção norte-americana é fortemente baseada no milho, especialmente nas regiões agrícolas do Meio-Oeste. O etanol representa uma importante fonte de demanda para os produtores de milho e está integrado ao mercado de combustíveis do país.
Além do enorme mercado interno, os Estados Unidos também possuem forte presença nas exportações. O país é um dos principais fornecedores internacionais de etanol, atendendo mercados que utilizam o biocombustível para mistura à gasolina.
A escala da indústria americana impressiona: a produção passou de 14,807 bilhões de galões em 2015 para 16,494 bilhões em 2025, segundo a série histórica da RFA.
2. Brasil: potência mundial do etanol
O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo e o principal destaque quando o assunto é produção baseada em cana-de-açúcar.
Em 2025, o país produziu cerca de 8,65 bilhões de galões de etanol combustível, representando aproximadamente 27% do total mundial.
A posição brasileira é resultado de décadas de desenvolvimento da indústria sucroenergética. O país possui uma enorme cadeia produtiva de cana-de-açúcar e desenvolveu uma das experiências mais avançadas do mundo na utilização de etanol em veículos.
Uma das principais diferenças entre Brasil e Estados Unidos está justamente na matéria-prima. Enquanto os americanos utilizam predominantemente milho, o Brasil historicamente utiliza principalmente cana-de-açúcar.
O setor brasileiro também está diversificando sua produção. O etanol de milho vem crescendo rapidamente, enquanto novas tecnologias começam a aproveitar matérias-primas como resíduos agrícolas. Em 2026, por exemplo, investimentos passaram a explorar trigo, cevada, batata-doce, melaço de soja e resíduos alimentares como possíveis matérias-primas.
Essa diversificação pode aumentar ainda mais a capacidade brasileira de produção nos próximos anos.
3. Índia: produção de etanol em forte crescimento
A Índia aparece como o terceiro maior produtor mundial na estatística da RFA, com aproximadamente 2,6 bilhões de galões em 2025. O país respondeu por cerca de 8% da produção global.
O crescimento indiano chama atenção. Em 2021, a produção registrada pela RFA era de apenas 830 milhões de galões. Em 2025, chegou a 2,6 bilhões.
Esse avanço está diretamente relacionado à política energética indiana de aumentar a mistura de etanol à gasolina. A estratégia procura reduzir a dependência de petróleo importado, fortalecer a agricultura nacional e ampliar a segurança energética.
A Índia utiliza diferentes matérias-primas, incluindo cana-de-açúcar e cereais. Atualmente, o país também enfrenta o desafio de equilibrar a produção de etanol com a disponibilidade de açúcar e alimentos.
Em agosto de 2026, por exemplo, o governo indiano estudava limitar o uso de cana para fabricação de etanol diante das preocupações com a oferta de açúcar, enquanto alternativas como milho e arroz ganhavam importância.
4. União Europeia
A União Europeia, considerada em conjunto, produziu aproximadamente 1,5 bilhão de galões de etanol combustível em 2025, equivalente a cerca de 5% do mercado mundial.
A produção europeia utiliza diferentes matérias-primas, dependendo do país, incluindo trigo, milho, beterraba e outros produtos agrícolas.
A região também possui políticas específicas para estimular combustíveis renováveis no setor de transportes. Essas regras influenciam tanto a produção quanto as importações de etanol.
A França é um dos mercados mais importantes do continente. Em 2025, o consumo francês de etanol na gasolina aumentou 15%, chegando a 19 milhões de hectolitros. Cerca de 60% desse volume foi produzido domesticamente, a partir de beterraba, trigo, milho e resíduos agrícolas.
5. China
A China é outro importante produtor de etanol, com aproximadamente 1,03 bilhão de galões em 2025, segundo a RFA. Isso representa cerca de 3% da produção mundial.
O país possui enorme mercado automotivo e uma indústria agrícola de grande escala. A produção de etanol está relacionada principalmente ao aproveitamento de matérias-primas agrícolas e às políticas de segurança energética.
Embora esteja muito atrás de Estados Unidos e Brasil, a China tem capacidade industrial e agrícola para continuar sendo um participante relevante do mercado mundial de biocombustíveis.
6. Canadá
O Canadá produziu aproximadamente 472 milhões de galões de etanol em 2025, mantendo-se entre os principais produtores mundiais.
A produção canadense está ligada principalmente ao milho e a outros cereais. O país também possui políticas voltadas à redução da intensidade de carbono dos combustíveis.
Além da produção doméstica, o Canadá é um importante parceiro comercial dos Estados Unidos. O mercado canadense representa um destino significativo para o etanol americano.
7. Tailândia
A Tailândia produziu cerca de 390 milhões de galões de etanol em 2025.
A produção tailandesa tem forte relação com a indústria de cana-de-açúcar e mandioca, matérias-primas importantes para a produção de biocombustíveis.
O país também se destaca no Sudeste Asiático por suas políticas de mistura de etanol aos combustíveis. A expansão do consumo doméstico ajuda a criar mercado para os produtores locais.
8. Argentina
A Argentina produziu aproximadamente 330 milhões de galões de etanol em 2025, de acordo com a RFA.
O país possui uma forte base agrícola e utiliza principalmente milho e cana-de-açúcar como matérias-primas para a produção de etanol.
A posição argentina também é estratégica devido ao tamanho de seu setor agroindustrial. O crescimento do etanol de milho criou uma ligação cada vez maior entre a produção de grãos, a indústria de biocombustíveis e o mercado de combustíveis.
Por que Estados Unidos e Brasil dominam a produção mundial?
A liderança de Estados Unidos e Brasil não acontece por acaso.
Os dois países possuem grandes áreas agrícolas, cadeias industriais desenvolvidas, infraestrutura logística e mercados internos capazes de absorver grandes quantidades de biocombustíveis.
Mas existe uma diferença importante entre os modelos.
Nos Estados Unidos, o milho é a principal matéria-prima. Já no Brasil, a cana-de-açúcar ocupa posição central. A RFA destaca justamente essa diferença: a maior parte do etanol americano é produzida a partir de milho, enquanto o Brasil utiliza predominantemente cana.
Além disso, o Brasil desenvolveu uma frota de veículos flex-fuel capaz de utilizar gasolina, etanol ou diferentes combinações dos dois combustíveis. Isso criou um mercado interno extremamente relevante para o produto brasileiro.
Produção de etanol no mundo deve continuar crescendo?
O cenário mundial indica que o etanol continuará sendo importante na matriz de combustíveis, especialmente em países que procuram reduzir a dependência do petróleo.
Em 2025, as Américas responderam por 79% da produção mundial de bioetanol, totalizando aproximadamente 103,1 milhões de metros cúbicos, segundo relatório divulgado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
O crescimento da Índia também demonstra que novos mercados estão entrando com força no setor. Países da Ásia podem aumentar a mistura de etanol à gasolina à medida que procuram reduzir importações de petróleo.
Ao mesmo tempo, a indústria enfrenta desafios. Entre eles estão a competição por terras agrícolas, preços de açúcar e milho, disponibilidade de água, mudanças climáticas e a expansão dos veículos elétricos.
No Brasil, outro fator importante será o crescimento do etanol de milho e de outras matérias-primas. A diversificação pode permitir que a produção avance mesmo quando a disponibilidade ou os preços da cana-de-açúcar estiverem menos favoráveis.
Brasil pode ultrapassar os Estados Unidos?
Essa é uma das principais perguntas para o futuro do mercado de etanol.
Atualmente, a distância ainda é grande. Em 2025, os Estados Unidos produziram 16,494 bilhões de galões, contra 8,65 bilhões do Brasil. Isso significa que a produção americana foi aproximadamente 1,9 vez maior.
Por outro lado, o Brasil apresenta vantagens competitivas importantes, principalmente relacionadas à cana-de-açúcar, ao mercado flex e à experiência acumulada na utilização de biocombustíveis.
O país também está ampliando o uso de milho e investindo em novas tecnologias de produção. Portanto, embora uma ultrapassagem não seja algo próximo ou garantido, o Brasil permanece como o principal concorrente dos Estados Unidos na liderança mundial do etanol.
Conclusão
Os maiores produtores de etanol do mundo estão concentrados principalmente nas Américas e na Ásia. Estados Unidos e Brasil lideram com enorme vantagem, seguidos pela Índia, União Europeia e China.
O ranking mostra também como diferentes modelos agrícolas podem sustentar a produção de biocombustíveis. O milho domina nos Estados Unidos, enquanto a cana-de-açúcar continua sendo a principal matéria-prima brasileira.
Em 2025, a produção mundial chegou a aproximadamente 32 bilhões de galões, com os Estados Unidos respondendo por 52% e o Brasil por 27%.
Para o Brasil, o etanol representa não apenas um combustível, mas uma importante indústria ligada ao agronegócio, à geração de energia renovável e à segurança energética. Com o avanço do etanol de milho, o aproveitamento de resíduos e novas tecnologias, o país tende a continuar entre os protagonistas do mercado mundial.
Perguntas frequentes sobre os maiores produtores de etanol
Qual é o maior produtor de etanol do mundo?
Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de etanol. Em 2025, produziram aproximadamente 16,494 bilhões de galões.
Qual é o segundo maior produtor de etanol?
O Brasil ocupa a segunda posição, com cerca de 8,65 bilhões de galões produzidos em 2025.
Qual país produz mais etanol, Brasil ou Estados Unidos?
Os Estados Unidos produzem mais etanol em volume total. Em 2025, a produção americana foi quase duas vezes maior que a brasileira.
Qual é a principal matéria-prima do etanol brasileiro?
A cana-de-açúcar é tradicionalmente a principal matéria-prima. Porém, o etanol de milho vem crescendo rapidamente no país.
Quanto etanol é produzido no mundo?
A RFA estima que a produção mundial de etanol combustível tenha alcançado cerca de 32 bilhões de galões em 2025.
